
A plataforma que liga tecnologia e capital para tornar angola o centro financeiro do agronegócio africano.
Foi hoje apresentada, a Agritech Show Luanda, uma iniciativa orientada para o desenvolvimento da produção agrícola, estruturação das cadeias de valor com ligação a mercados externos, que contribui para a redução da dependência de importações alimentares, num momento em que a diversificação económica exige execução no terreno.
A iniciativa surge para dar resposta às necessidades do mercado e energizar o sector agrícola que continua muito abaixo do seu potencial produtivo, apesar da sua relevância estratégica. A pequena dimensão das unidades produtivas, a falta de qualificação técnica, um baixo nível tecnológico e de mecanização, o acesso limitado a financiamento, as fragilidades logísticas, as dificuldades no escoamento, o investimento e a captação de investidores interessados em trazer uma nova dinâmica à agricultura angolana, são os principais pontos que movem a maior feira internacional agrícola da africa subsariana.
AAgritech é uma plataforma de articulação entre produção, tecnologia e investimento, com foco na resolução prática destes constrangimentos. O evento prevê nesta primeira edição, reunir cerca de 150 entidades participantes, desde produtores, fornecedores de insumos, consultoras técnicas e operacionais, financeiras, tecnológicas, fabricantes de máquinas, equipamentos e institucionais, de 15 países, criando condições para acelerar a adopção de soluções aplicáveis ao contexto angolano.
“A Agritech Show Luanda foi desenhada para ligar quem produz, quem financia e quem desenvolve soluções. O foco está na execução e na capacidade de transformar potencial agrícola em produção efectiva”, afirmou Paulo Fardilha, Coordenador da Global Wide, entidade organizadora da feira.
A iniciativa integra ainda uma componente de ligação aos mercados, com foco na organização da produção e na criação de canais de escoamento mais eficientes, condição necessária para garantir escala e sustentabilidade económica.
Entre os eixos de actuação destacados estão as novas tecnologias integradas com sistemas de informação, monitorização e gestão, bem como modelos de financiamento ajustados à realidade dos investimentos.
Durante a sessão, foi destacado que a transformação do sector depende menos de estudos, projectos e mais de execução operacional bem estruturada, com foco em estratégias bem definidas, sejam para o mercado interno ou para exportação. Angola tem de sair da causalidade circular de não produzir porque não existe mercado nem agroindústria e não há agroindústrias porque não existe produção suficiente!
NOTA PARA OS EDITORES
Países esperados
África do Sul, Alemanha, Austria, Botswana, Brasil, Canada, EAU, Espanha, EUA, França, Itália, Países Baixos, Portugal, UK, Zambia,
Contexto sectorial
De acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento, a factura de importação de alimentos em África ascende actualmente a 75 mil milhões USD anuais apenas em cereais, sublinhando a urgência de transformar este custo numa oportunidade de mercado que poderá atingir 1 trilhão USD até 2030 através do reforço da produção interna e do investimento em cadeias agrícolas inteligentes. Fonte: https://www.afdb.org/en/news-and-events/press-releases/africa-food-imports
Sobre a Agritech Show Luanda
A Agritech Show Luanda é uma iniciativa promovida pela Global Wide, entidade organizadora da feira, orientada para dinamizar o sector agrícola através do estímulo do intercâmbio de conhecimento, facilitar a introdução tecnológica, inovação, impulsionando o investimento e consequentemente o desenvolvimento económico. Com enfoque na agricultura empresarial sem esquecer a pequena agricultura, com o objectivo de tornar Angola uma base estratégica do agronegócio na África Subsariana.
O evento nesta primeira edição contará com cerca de 150 empresas participantes/expositoras e representantes de 15 países, com foco na apresentação de soluções e modelos aplicáveis ao desenvolvimento agrícola em Angola.

