KPMG GLOBAL TECH REPORT: INVESTIMENTO TECNOLÓGICO PEDE GOVERNANCE, DADOS E CIBERSEGURANÇA

O estudo KPMG Global Tech Report 2026 mostra que a ambição tecnológica cresce mais depressa do que a capacidade de execução. Em Angola, este diagnóstico encaixa na agenda de transformação digital e na exigência crescente de cibersegurança. A KPMG Angola defende três prioridades: governance, disciplina de dados e segurança incorporada desde a origem.

A KPMG Angola divulga hoje as principais conclusões do estudo KPMG Global Tech Report 2026, um estudo internacional que analisa anualmente como as organizações decidem, financiam e governam a tecnologia neste momento de transformação digital, que pede, cada vez mais, métricas de produtividade, de risco e de previsibilidade operacional.

O relatório identifica um padrão que mostra que a ambição tecnológica cresce mais depressa do que a maturidade de execução. As organizações aceleram os projectos, em particular os de inteligência artificial, a modernização aplicacional e os dados, enquanto enfrentam fricções estruturais que travam o retorno: a dívida técnica, a fragmentação de sistemas, a escassez de competências e os défices de governance entre áreas. O estudo sublinha que um melhor desempenho surge quando uma organização traduz a tecnologia em decisões mais rápidas, em processos mais controlados e em risco mais bem gerido, com métricas e responsabilidades definidas.

“As empresas têm de saber onde está o ganho, qual é o risco e como se mede. O relatório ajuda a enquadrar essa conversa com dados e padrões globais, úteis para decisões locais”, afirma Carlos Borges, Partner e Head of Advisory da KPMG Angola. Carlos Borges continua: “A agenda digital em Angola evolui a passos largos e uma execução de sucesso exige governance, métricas e registos operacionais, sobretudo em sistemas que suportam os serviços essenciais. O mercado ganha quando a ambição se converte em capacidade de entrega”, acrescenta. 

Angola tem a transformação digital no centro da agenda, com o ANGOTIC 2026 orientado para a rota da transformação digital, e com um enquadramento institucional reforçado pela aprovação da Estratégia Nacional de Cibersegurança, através de um Decreto Presidencial, em Dezembro de 2025. Este contexto aumenta a exigência sobre a execução, a resiliência e a confiança operacional em projectos digitais, sobretudo nos sectores de infra-estrutura crítica, dos serviços financeiros, da energia, das telecomunicações e da Administração Pública.

O KPMG Global Tech Report 2026 descreve três decisões de gestão que elevam a probabilidade de retorno. A primeira passa por uma governação de portefólio com critérios de priorização e accountability transversal, em vez de iniciativas dispersas. A segunda exige disciplina de dados, integração e arquitectura para reduzir o trabalho duplicado e as incoerências internas. A terceira coloca a segurança incorporada desde a origem, como condição de continuidade de serviço, de conformidade e de confiança do mercado.

O KPMG Global Tech Report 2026 baseia-se num inquérito global a executivos seniores de tecnologia e de negócio, em múltiplos países e sectores. A KPMG Angola apresenta estas conclusões como uma referência internacional para enquadrar as prioridades de decisão e de governação, com uma leitura adaptada às exigências regulatórias, económicas e operacionais do país.

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Susana F. Cardoso

Susana F. Cardoso

Especialista em Comunicação e RP

Sou especialista em comunicação e ajudo as empresas a comunicar com o mercado. Desenvolvo e implemento estratégias, planos e acções de comunicação, assessoria de imprensa, e RP, em função dos objectivos de negócio para o sucesso efectivo dos projectos.​ Foco-me em amplificar a história das empresas, identificar oportunidades, impulsionar a mudança, e ligar pessoas.

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